Como prometido, aqui vai a minha redação. Ela é uma carta da fictícia tia Vera para seu fictício sobrinho de quinze anos, o Paulinho. Sabe como essas tias gostam de dar apelidos infantis para os sobrinhos, né? Bem, ela é baseada no filme "Intocáveis", aquele filme francês que ganhou muito sucesso, conquistando o mundo com o humor do ator principal (Omar Sy). Espero que vocês gostem!
Para Paulinho...
Oi, Paulinho, tudo bem com você?
Sei que você está bem melhor do que eu, pelo menos. Esses dias tenho sentido uma necessidade imensa de falar pelos cotovelos e pôr para fora tudo o que me enforca por dentro.Você já sabe o porquê, você é um menino muito inteligente para a idade que tem. Enfim, sinto em lhe informar, mas você é a próxima vítima do meu desabafo! Porém, saiba que você não foi escolhido por acaso nem por sorteio. Como eu já disse, você é um menino muito inteligente e vai entender tudo o que eu pretendo lhe dizer.
Na semana passada, eu vi um filme chamado Intocáveis, você já viu? Bom, não sei se foi devido ao falecimento do seu tio, ou à volta de todas as minhas memórias em conjunto, mas vi o filme praticamente todo embaçado, por causa da quantidade de lágrimas que saíam dos meus olhos sem cessar. Mas, pelo o que eu consegui ver nitidamente, confesso que pensei em você continuamente, durante a uma hora e cinquenta e sete minutos de filme.
Assim que o filme acabou, sentei-me na cama e comecei a pensar em tudo o que um jovem que acabara de completar quinze anos, como você, deve pensar da vida.
Eu tenho a consciência de que na sua idade já foram inúmeros os textos, redações e palestras sobre aproveitar avida que foram apresentados a você e a outros jovens de sua sala por professores de todas as matérias. Mas o que eu quero te dizer com esse e-mail é um pouco diferente desses ideais. E a diferença está tão perto de nós que é difícil enxergá-la: Eu te conheço. Eu te conheço melhor que todos os seus professores, todos os seus colegas, todo o mundo.
Agora, voltando ao filme... Eu sei que você já deve estar cansado desse texto e de meus frequentes e profundos ataques de choro, neurose e depressão, mas lhe peço (não por mim, mas por você) que não pare de ler. Pelo menos, não agora. No filme, podemos perceber que o que realmente vale na vida é simplesmente ser você mesmo. Paulinho, aconteça o que acontecer, não faça como eu, e tenha sua própria opinião. Se imponha. Faça seu trabalho valer a pena. Não mude por causa dos outros.
No filme, o personagem principal permanece do jeito que ele á até o final da narrativa. E quer saber uma coisa? No final, é ele quem sai ganhando. Mas ganhando experiência, felicidade, confiança... E dessa maneira ele aperfeiçoa todas as dimensões de sua personalidade única. E são exatamente essas qualidades que eu espero que você adquira na idade que tem, uma vez que você não tem absolutamente nada a perder.
Ah, Paulinho! Tem mais uma coisa que eu gostaria de dizer antes de bater na tecla do ponto final desse texto, que para você pode parecer interminável: Obrigada! Obrigada por ter me apoiado nos momentos mais difíceis da minha vida. Obrigada por sempre alegrar meu dia com o seu jeitinho especial, que eu espero que nunca mude. Obrigada por ter me dado a esperança de que amanhã sempre será um dia melhor. Obrigada por tentar fazer com que eu veja a vida sem uma camada embaçada de choro. Obrigada por você ser apenas você mesmo.
Um abraço apertado...
Da sua tia Vera
:') Ai, gente, me deu até vontade de ser tia e poder mandar uns e-mails desses pros meus sobrinhos! Na foto aqui em cima podemos ver a tia Vera com seu sobrinho Paulo quando ele era pequeno (aham).O qu vocês acharam? Comentem para que eu possa melhorar!
Beijooo


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